Resposta rápida: dados servem a cinco decisões concretas na operação imobiliária: detectar ineficiências entre as ferramentas que você já usa, projetar crescimento a partir do histórico, precificar ofertas com base em mercado e não em achismo, analisar a concorrência para dimensionar metas realistas e captar imóveis identificando proprietários com potencial.
1. Detectar ineficiências operacionais
O corretor e a imobiliária de hoje operam com várias ferramentas ao mesmo tempo: CRM, plataformas de anúncio, redes sociais, ferramenta de análise do site. Integrar tudo dá trabalho e, o que é pior, gera erros de integração silenciosos.
Quando duas ferramentas não conversam corretamente, o dado que chega ao seu CRM está distorcido, e você toma decisão sobre informação errada sem saber. Ter uma camada de leitura consolidada acima das plataformas, ainda que simples, é o que revela esse tipo de furo.
2. Projetar crescimento com base no histórico
Quem acompanha os próprios números consegue montar cenário e fazer análise preditiva. Olhando o comportamento passado da operação, você projeta o volume futuro e, com isso, dimensiona a estrutura necessária para atender.
Eventos imprevisíveis acontecem, e a pandemia foi o exemplo definitivo. Mas a regra geral se mantém: sem olhar para trás você não tem base nenhuma para planejar o tamanho da equipe, do estoque e do investimento.
3. Precificar ofertas com base em dados
Este é o uso com efeito mais direto na receita. Precificação por intuição erra nas duas direções: preço alto encalha o imóvel e preço baixo entrega dinheiro ao comprador.
Operações que usam dados de mercado para classificar e precificar as próprias ofertas reportam ganho relevante no valor de venda, com estimativas do setor chegando à casa dos dois dígitos percentuais. Vale tratar esses números como indicativos e não como garantia, mas a direção é consistente: quem precifica com referência de mercado vende melhor.
Existem hoje diversas ferramentas de mercado que apoiam essa etapa, tanto na precificação quanto no agenciamento.
4. Analisar a concorrência para calibrar metas
Benchmark não é curiosidade, é dimensionamento. Entender o tamanho real do mercado onde você atua evita os dois erros clássicos:
- Meta muito abaixo do mercado: você deixa dinheiro na mesa sem perceber;
- Meta muito acima do mercado: você cria expectativa de receita e monta uma estrutura de custo que aquele mercado não tem tamanho para sustentar.
5. Captar imóveis usando dados
Agenciamento é onde a inteligência de dados tem crescido mais rápido, e é o que as maiores proptechs já fazem. Duas aplicações:
- Identificar o proprietário com potencial e onde ele está, em vez de prospectar no escuro;
- Marketing orientado a dados para alcançar esse proprietário com a mensagem certa.
Uma tática que funciona bem: disponibilizar uma calculadora de avaliação de imóvel no seu site. O proprietário que quer saber quanto vale o imóvel dele está exatamente no início da jornada de venda, e essa é a hora de aparecer. Você ajuda de verdade e gera lead qualificado no mesmo movimento.
Onde começar sem investir nada
Antes de contratar ferramenta, extraia o que você já tem: os relatórios do seu CRM, os Insights das suas redes, os dados de visita do seu site. A maior parte dos corretores tem mais dado disponível do que usa.
Para aprofundar
Precificar bem depende de método de avaliação: conheça o curso de avaliação de imóveis. Para a parte de captação e marketing, veja o guia de captação e marketing imobiliário.